Avançando
para a Plenitude de Cristo
Arrependimento
- 01
Porque a tristeza segundo Deus opera arrependimento para a salvação, da qual ninguém se arrepende; mas a tristeza do mundo opera a morte.
Continuando nossa jornada diária rumo à Plenitude de
Cristo, iniciaremos uma série de estudos sobre ARREPEDIMENTO.
Creio que todos já têm um bom entendimento sobre o
assunto e, por este mesmo motivo, procuraremos edificar a fé e conhecimento uns
dos outros, compartilhando o que o Senhor nos dá.
O verso temático desta série, em 2 Co 7:10, nos mostra
o arrependimento segundo a vontade de Deus para nossa vida, abordando o termo
com maravilhosa profundidade.
O arrependimento
que leva à salvação inclui o início da caminhada, quando lutávamos contra
pecados que posteriormente pareceram bem menores e também inclui os dias em que
fraquejamos e ficamos à mercê de tentações que acreditávamos ter vencido há
tempos. Inclui as orações por nossa vida e santificação e inclui também a
intercessão por nossa família de DNA natural e afetivo, amigos e “inimigos”,
Igreja e aqueles que esperamos que
venham a ser Igreja.
Nas próximas semanas, buscaremos enraizar em nossos
corações o verdadeiro significado do arrependimento, não segundo nosso
entendimento natural, mas conforme a revelação de Deus em Sua Palavra, para
cada um de nós.
É muito natural afirmar que “me arrependo diariamente”
ou que “busco viver em arrependimento” e outros chavões cristãos, por isto, vamos
examinar nossas convicções à luz da Palavra e da revelação, sem máscaras ou
escudos. Se alguém se incomoda com esta afirmação é sinal de que estamos no
caminho certo e há barreiras a serem derrubadas.
Confesso que, enquanto escrevia a frase acima, lutei
muito para não pressionar a tecla “backspace”. Graças a Deus por Sua Palavra de
dois gumes.
A natureza humana é totalmente contrária ao
arrependimento, sendo propícia a negar a própria culpa, ativando gatilhos mentais que buscam mascarar a
situação e se esquivar das responsabilidades.
A atitude de Adão e sua mulher, quando foram
confrontados por Deus, é o grande exemplo da natureza humana decaída, cheia de
mesquinhez e mentira. Poderiam se arrepender do mal que praticaram e seriam
perdoados, mas a natureza humana não conhece qualquer boa qualidade. Agiram
conforme o pecado que acabavam de conhecer e jogaram a culpa para a frente. A
serpente aceitou a culpa por não haver mais ninguém envolvido e principalmente
por conhecer bem Aquele que
questionava:
Ouvindo o homem e sua mulher os passos
do Senhor Deus que andava pelo jardim quando soprava a brisa do dia,
esconderam-se da presença do Senhor Deus entre as árvores do jardim.
Mas o Senhor Deus chamou o homem,
perguntando: "Onde está você? "
E ele respondeu: "Ouvi teus passos
no jardim e fiquei com medo, porque estava nu; por isso me escondi".
E Deus perguntou: "Quem lhe disse
que você estava nu? Você comeu do fruto da árvore da qual lhe proibi comer?
"
Disse o homem: "Foi a mulher que me
deste por companheira que me deu do fruto da árvore, e eu comi".
O Senhor Deus perguntou então à mulher:
"Que foi que você fez? " Respondeu a mulher: "A serpente me
enganou, e eu comi".
Antes deste dia, não havia
conhecimento do mal e não havia necessidade para arrependimentos, mas a partir
da queda, a lição do arrependimento começaria a ser ensinada por Deus, como
única forma de reatar o relacionamento
quebrado.
A progressão passaria dos
sacrifícios rudimentares à época dos holocaustos coordenados por sacerdotes
escolhidos por Deus.
Com o tempo, a lição se
aprofundaria, até chegar o tempo em que seria revelado que a verdadeira fonte
do arrependimento é o próprio Senhor, que viria ao mundo como sacrifício
perfeito, revelando o plano completo de reconciliação.
Após a morte e ressurreição de
Jesus, entramos na dispensação da Graça, onde nos tornamos o sacrifício vivo e
também o sacerdócio real:
Portanto,
irmãos, rogo-lhes pelas misericórdias de Deus que se ofereçam em sacrifício
vivo, santo e agradável a Deus; este é o culto racional de vocês.
Vocês,
porém, são geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo exclusivo
de Deus, para anunciar as grandezas daquele que os chamou das trevas para a sua
maravilhosa luz.
Todas as formas de arrependimento e sacrifícios apresentadas
no passado foram figuras do plano de salvação revelado na Graça:
A intenção dessa graça era que agora, mediante a igreja, a
multiforme sabedoria de Deus se tornasse conhecida dos poderes e autoridades
nas regiões celestiais, de acordo com o seu eterno plano que ele realizou em
Cristo Jesus, nosso Senhor, por intermédio de quem temos livre acesso a
Deus em confiança, pela fé nele.
Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles.
Jesus é o intercessor perfeito e nós somos privilegiados
por poder participar com Ele.
Quem os condenará? Foi Cristo Jesus que morreu; e mais, que ressuscitou e está à direita de Deus, e também intercede por nós.
Romanos 8:34
Marcelo Tristão de Souza
Marcelo Tristão de Souza
Compartilhando O amor de Deus
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