Logo a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de
Cristo.
Romanos 10:17
RELIGIOSIDADE
Parte
2
A glória desta última casa
será maior do que a da primeira, diz o Senhor dos Exércitos, e neste lugar
darei a paz, diz o Senhor dos Exércitos.
Continuando a meditação neste tema tão importante,
vejamos o que está sendo dito no texto acima.
O contexto é muito conhecido da maioria dos cristãos,
ou pelo menos, deveria ser.
Israel estava no exílio, colhendo o que plantou,
passando por todo tipo de problemas e Deus ordena que seja reconstruído o
templo em Jerusalém.
De inicio, parecia uma tarefa impossível, mas Deus
agiu grandemente, conduzindo milagrosamente o projeto. No final, quando seria
feita a consagração, o povo chorava perante a simplicidade da obra, em
comparação com a anterior.
Deus deixa claro que o importante não é o que o homem
vê, mas o que Ele quer.
Viajando alguns séculos à frente, vemos que este
segundo templo passou por diversas reformas e ataques, restando, nos dias
atuais, apenas um pequeno pedaço que é chamado de “muro das lamentações”. Não pense
que este pedaço é insignificante, pois para os judeus, é de extrema importância.
Este é o contexto textual, voltado principalmente
para Israel, mas e para a Igreja da Graça? O que será que Deus está falando
conosco no versículo citado no início desta reflexão.
Lembrando da afirmação de que Deus não habitaria em
templos feitos por mão do homem, e que esta afirmação se cumpriu literalmente
através da Igreja, podemos deduzir que este segundo templo somos nós, templo e morada do Espírito Santo.
Glorifico a Deus sempre que me deparo com estas
maravilhas que nos foram presenteadas desde tempos remotos, quando a simples menção
de Deus ouvir os gentios seria considerado grande insulto, quanto mais amar e
fazer morada.
Este é um dos pontos que separam a religiosidade da
graça. Vejamos outro ponto:
E foi também convidado
Jesus e os seus discípulos para as bodas.
A princípio, deveria ser apenas mais uma festa de
casamento como tantas outras, mas algo maravilhoso estava para ser revelado e
mudaria para sempre a situação da humanidade.
Muitos dizem que o milagre da transformação da água
em vinho faz menção à alegria substituindo a mesmice. Isto não está de todo
incorreto, mas é uma visão simplista. O que aconteceu naquele dia foi algo
muitíssimo maior e de incontável repercussão.
A água que o Senhor transformou era usada como um
ritual religioso. Os judeus tinham o costume de se purificar antes de qualquer
cerimônia, fazendo menção ao ato de purificação mencionado na Lei Mosaica.
Na realidade, o que faziam era hipocrisia, pois numa
festa de casamento não havia necessidade de purificação, mas apenas um ato
simples de se lavar da poeira das ruas.
O problema era crônico e por isto, o Senhor iniciou
seu ministério de milagres com este sinal milagroso e profético. Era o anúncio
do início da era da graça, onde os rituais seriam substituídos pela celebração
de amor à Deus.
Infelizmente, muitos ainda preferem os rituais
baseados no entendimento humano e desprezam o que Deus quer de nós.
Sejamos lavados pelo vinho puro e bom, que é o sangue
de Cristo, que traz a verdadeira alegria e deixemos de lado as coisas
superficiais e inúteis.
Marcelo Tristão de Souza
Ministério Apostólico Koinonia em Guamaré/RN
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