Quem é esse Rei da glória?
O Senhor dos Exércitos; ele é o Rei da glória!
Dando
sequência às reflexões sobre as batalhas e o exército de Deus, veremos
agora a primeira ordem proferida na Lei sobre as guerras:
E será que, quando vos achegardes à peleja,
o sacerdote se adiantará, e falará ao povo, E dir-lhe-á: Ouvi, ó Israel, hoje
vos achegais à peleja contra os vossos inimigos; não se amoleça o vosso
coração: não temais nem tremais, nem vos aterrorizeis diante deles, Pois
o Senhor vosso Deus é o que vai convosco, a pelejar contra os vossos inimigos,
para salvar-vos.
Mesmo antes da formação de Israel como um povo e da
Lei como constituição, Deus já se fizera presente na batalha onde seu escolhido
Abrão se envolveu, dando-lhe vitória. A partir da Lei, a presença de Deus seria
garantida para proteger e garantir as futuras vitórias.
Vemos
que esta promessa é garantia mas também é condicional. Para que o Senhor dos
Exércitos lhes desse a vitória, havia a condição de que eles cressem nesta
promessa. Era a condição da fé que se apresentava desde as primeiras batalhas e
que é um princípio irrevogável tanto na Lei quanto na Graça. A presença de Deus
nas batalhas sempre exigiu a fé para se manifestar de maneira positiva.
Em
toda a história de Israel teremos este princípio regendo as batalhas. Desde as
primeiras até as últimas batalhas, sempre foi e será imprescindível uma fé
firme.
A
fé em Deus garante a vitória pois demonstra uma qualidade irrevogável na vida
de um cristão, que é a humildade. Crer que é Deus quem nos garante a vitória é
sinal de humildade e sabemos que isto faz parte das “Bem aventuranças”.
Bem-aventurados os humildes, pois eles
receberão a terra por herança.
Receber
a terra por herança é uma promessa que se cumpre de formas aparentemente diferentes
na Antiga e na Nova Alianças, mas espiritualmente parecidíssimas.
Na antiga aliança, esta
herança deveria ser conquistada principalmente em campanhas militares, onde a
coragem era importante, mas a fé no sobrenatural era a maior exigência. Deus
operava de maneiras maravilhosas e surpreendentes, dando vitórias das maneiras
mais inusitadas possíveis.
Circular muros, tocar
trombetas, quebrar vasos, gritar, etc. Muitas vitórias foram alcançadas de
maneiras que os próprios hebreus ficavam atônitos, quanto mais os inimigos.
Na nova aliança, coragem e
fé continuam sendo os elementos principais na vida dos guerreiros. As campanhas
continuam sendo militares, pois são lideradas pelo mesmo General e continuamos
utilizando uma armadura. Não a armadura pesada e de difícil manuseio, como a de
Saul, mas nos revestimos da mesma armadura que Davi estava vestido quando foi à
batalha contra Golias. A armadura espiritual que Paulo descreve foi a mesma de
Davi e a vitória é garantida da mesma maneira; Inusitada.
Se nossa atitude for a mesma
de Davi, teremos o mesmo resultado:
E Davi disse ao filisteu: "Você vem
contra mim com espada, com lança e com dardo, mas eu vou contra você em nome do
Senhor dos Exércitos, o Deus dos exércitos de Israel, a quem você desafiou.
Hoje mesmo o Senhor o entregará nas minhas mãos, e eu o matarei e cortarei a
sua cabeça. Hoje mesmo darei os cadáveres do exército filisteu às aves do céu e
aos animais selvagens, e toda a terra saberá que há Deus em Israel.
Todos que estão aqui saberão que não é por
espada ou por lança que o Senhor concede vitória; pois a batalha é do Senhor, e
ele entregará todos vocês em nossas mãos".
Vemos que Davi iniciou a
batalha no momento em que decidiu honrar ao Deus de Israel, crendo na vitória,
mesmo que parecesse impossível aos olhos de todo o povo.
Observe a armadura que Paulo
descreve e olhe para Davi. Veja que qualquer coincidência não é mera
semelhança.
Assim, mantenham-se firmes, cingindo-se com
o cinto da verdade, vestindo a couraça da justiça e tendo os pés calçados
com a prontidão do evangelho da paz.
Além disso, usem o escudo da fé, com
o qual vocês poderão apagar todas as setas inflamadas do Maligno. Usem o capacete
da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus.
Davi tinha plenamente todos
estes elementos em sua vida diária e por isto, deixou de lado a armadura de
Saul e foi ao encontro do inimigo com as suas próprias roupas.
É isto que Deus espera de
cada um que se envolve nas batalhas da nova aliança. Não apenas procurar vestir
uma capa de espiritualidade sempre que surgem as dificuldades, mas sim, estar
sempre revestidos com toda a armadura de Deus, para que sempre estejamos aptos
à batalha e resistir com firmeza.
Assim como a nossa luta não
é contra a carne e o sangue, mas contra inimigos espirituais, estes mesmos
inimigos que enviavam soldados de carne e sangue contra o povo de Deus, se
adaptaram e atacam de maneira bastante sutil, utilizando armas espirituais
malignas. O campo de batalha da antiga aliança era principalmente o mundo
físico, procurando o extermínio de Israel pela força bruta, utilizando de sutilezas
espirituais como estratégias em momentos oportunos para enfraquecer física e
moralmente. Desde a vitória de Cristo na cruz, a batalha tomou um rumo novo,
sendo totalmente espiritual. Mesmo quando parece que somos atacados por pessoas
até mesmo muito próximas em nosso círculo afetivo, não passa de estratégias das
trevas para nos enfraquecer.
A chave para a vitória nas
batalhas da nova aliança continua sendo a mesma: Coragem e fé. No contexto da
armadura espiritual em Efésios, o início, no verso 10 e o fim do contexto, no
verso 18 nos ensinam isto:
Finalmente, fortaleçam-se no Senhor e
no seu forte poder.
Orem no Espírito em todas as ocasiões,
com toda oração e súplica; tendo isso em mente, estejam atentos e perseverem
na oração por todos os santos.
O
verso 10 aponta para a Lei da guerra que Deus dera a Moisés e o verso 18, nos
mostra como aplicar efetivamente este preceito. Crer em Deus e seguir a
orientação contínua do Espírito Santo é a nossa maneira de lutar atualmente.
Deus
mudou a forma de atuar em nossas vidas, fazendo morada em nós através de Seu Espírito. Isto mudou drasticamente o campo de batalha e forçou o inimigo a se
adaptar também.
Após
tantos séculos de mortes sem alcançar resultados, as potestades perceberam que
a estratégia mais eficaz seria insistir em apresentar a armadura de Saul e
fazer com que os guerreiros de Deus se tornassem ineficientes, mal podendo sair
do lugar com tanto peso sobre os ombros.
Outro
grande exemplo de fé e coragem foi Neemias, quando enfrentava as dificuldades
para reconstruir os muros de Jerusalém. Diante dos ataques de seus inimigos,
encorajou o povo a crer em Deus e lutar:
Fiz uma rápida inspeção e imediatamente
disse aos nobres, aos oficiais e ao restante do povo: "Não tenham medo
deles. Lembrem-se de que o Senhor é grande e temível, e lutem por seus irmãos,
por seus filhos e por suas filhas, por suas mulheres e por suas casas".
Neemias: 4:14
Intercessão
de hoje:
Que todos
recebamos entendimento sobre o poder de Deus e o meio correto de ter este poder
à nossa disposição em qualquer batalha.
Fé e
coragem.
Que o povo
de Deus se desfaça da armadura de Saul e seja revestido de toda a armadura de
Deus.
Oro para que, com as suas gloriosas
riquezas, ele os fortaleça no íntimo do seu ser com poder, por meio do seu
Espírito, para que Cristo habite em seus corações mediante a fé; e oro para que
vocês, arraigados e alicerçados em amor, possam, juntamente com todos os
santos, compreender a largura, o comprimento, a altura e a profundidade, e
conhecer o amor de Cristo que excede todo conhecimento, para que vocês sejam
cheios de toda a plenitude de Deus.
Exército de Deus
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