Portanto, pode
também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre
para interceder por eles.
Esta é a confiança que temos ao nos
aproximarmos de Deus: se pedirmos alguma coisa de acordo com a sua vontade, ele
nos ouve.
E se sabemos que ele nos ouve em tudo o que
pedimos, sabemos que temos o que dele pedimos.
1 João 5:14,15
1 João 5:14,15
Outro dia li uma frase muito interessante: O sábio simplifica o complexo e o intelectual complica o simples.
Observando o que está sendo divulgado sobre intercessão, na televisão e na
internet, podemos afirmar que há muito mais intelectualidade do que sabedoria,
deixando obscurecidas suas verdadeiras intenções.
Em resumo, o que se está ensinando é que
intercessão é um ministério reservado para pessoas escolhidas especificamente
para este propósito, mas sinceramente, não concordo com isto.
O texto da carta aos Hebreus apresenta o Senhor
Jesus como quem vive sempre para interceder, e isto vai de encontro com toda
esta intelectualidade atual.
Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se
chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles.
Se
olharmos para a intercessão com olhar simples e pedindo ajuda do Espírito Santo
para que possamos compreender nosso papel neste contexto, veremos que não há
nada de complicado. Somos chamados para seguir ao Senhor Jesus em todos os
sentidos e situações e o texto acima nos mostra uma das situações em que
devemos seguir o Senhor e nos tornarmos participantes com Ele do que está sendo
feito atualmente. Se o Senhor está neste momento, sentado ao lado do Pai, intercedendo
por nós, o mínimo que devemos fazer é participar ativamente desta atividade.
Quanto
ao chamado específico que é apregoado pelos “mestres”, creio que se estende ao
corpo de Cristo em geral, mas infelizmente poucos dão ouvidos a este chamado.
O
problema com os ensinos atuais está exatamente neste ponto. Muito se especula
sobre as “qualidades mínimas” para se tornar intercessor e pouco se ensina
sobre Quem é o verdadeiro mestre no caminho da intercessão. Mas, graças a Deus,
o ensino completo está nas páginas da Bíblia, para quem dá ouvidos ao quem o
Espírito diz às Igrejas.
A
porta de entrada para este ministério que não é uma obrigação e sim, um
privilégio disponível para todos os filhos de Deus, está no seguinte texto:
Da mesma forma o Espírito nos ajuda em nossa fraqueza, pois não
sabemos como orar, mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos
inexprimíveis.
E aquele que sonda os corações conhece a intenção do Espírito,
porque o Espírito intercede pelos santos de acordo com a vontade de Deus.
O
Espírito Santo é o mestre intercessor, que nos guia até o intercessor por
excelência. Que é Jesus Cristo.
Não
há intelectualidade nem complicações nisto. Basta pedir a ajuda do Espírito e
seguir com humildade todas as orientações que Ele lhe dá. Se há um requisito
para ser intercessor, pode ter certeza que este é apenas AMOR. A única exigência
para interceder é amor, pois não faz sentido algum exercer qualquer atividade
na vida cristã se não for motivado primeiramente por AMOR e com a intercessão não
poderia ser diferente. O simples fato de abrir este texto para ler já é uma
prova de que teu espírito está sendo guiado pelo amor.
O
texto que nos fala sobre a adoração verdadeira é um lindo paralelo para a
verdadeira intercessão. No evangelho de João, capítulo 4, no encontro com a
mulher samaritana, junto ao poço, o Senhor ensina que a adoração só será
verdadeira quando realmente guiada pelo Espírito Santo, que habita não em
templos ou lugares específicos, mas dentro de cada um daqueles que se entregaram
ao amor de Cristo. Mais adiante, no capítulo 16, Jesus ensina sobre o propósito
do Espírito, que é glorificar a Jesus e guiar seu povo no conhecimento da
Verdade. Na intercessão, os princípios são os mesmos. O Espírito Santo nos guia
nos propósitos de Deus tanto na adoração quanto nas orações, principalmente nas
intercessões, que nada mais são do que a oração voltada inteiramente para a
vida de outros.
É
importante orar por nossos propósitos, mas orar pelos propósitos de outras
pessoas é mais importante e traz mais benefícios. Isto está claro nos ensinos
do Senhor sobre o Reino de Deus, quando Ele nos incentiva a buscar o Reino em
primeiro lugar e as demais coisas nos seriam acrescentadas:
Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas
estas coisas vos serão acrescentadas.
O
contexto é longo e complexo, mas inicia com uma declaração sobre o senhorio na
vida dos súditos do Reino. Jesus nos apresenta uma escolha que define se seremos
cidadãos do Reino ou escravos do Império:
Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e
amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a
Deus e a Mamom.
Após
apresentar esta escolha, o verso seguinte inicia com “por isto”, fazendo
ligação estre a escolha do senhorio e a vida após esta escolha.
Quando
vivemos como cidadãos do Reino, somos exercitados diariamente a confiar no Senhor
e sua provisão para nossa vida particular, deixando cada vez mais espaço para orar
pelos outros cidadãos deste Reino. É nesta sequencia que percebemos que a
oração intercessora é mais gratificante do que a oração particular, pois
desfrutamos da vida comum e crescemos em amor e comunhão.
Neste
ponto, poderemos perceber que a vida de intercessão é um privilégio
maravilhoso, mas só será possível suportar as pressões do império das trevas,
se estivermos sempre em sintonia com o Espírito de Deus.
Preste
atenção ao texto de Efésios 6:10-18 e verá que a armadura citada pelo Apóstolo
Paulo é principalmente para proteção e não para ataque:
No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do
seu poder.
Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar
firmes contra as astutas ciladas do diabo.
Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim,
contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas
deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.
Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais
resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes.
Estai, pois, firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a
verdade, e vestida a couraça da justiça;E calçados os pés na preparação do
evangelho da paz;
Tomando sobretudo o escudo da fé, com o qual podereis apagar
todos os dardos inflamados do maligno.
Tomai também o capacete da salvação, e a espada do Espírito, que
é a palavra de Deus;
Orando em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito,
e vigiando nisto com toda a perseverança e súplica por todos os santos,
O
propósito está ligado diretamente à oração intercessora, como fica claro nos
versos finais e posteriores:
Orando em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito,
e vigiando nisto com toda a perseverança e súplica por todos os santos,
E por mim; para que me seja dada, no abrir da minha boca, a
palavra com confiança, para fazer notório o mistério do evangelho,
Pelo qual sou embaixador em cadeias; para que possa falar dele
livremente, como me convém falar.
Paulo tinha em mente toda a dificuldade que estava
enfrentando e as dificuldades que os outros irmãos também enfrentavam, pois o
Império das Trevas não era de carne e sangue, mas estava claramente influenciando
os homens que se opunham ferozmente ao Reino de Deus. A luta era travada de
maneira brutal, trazendo fome e morte aos cristãos em todos os lugares, por
isto toda a carta aos Efésios deve ser vista como um chamado à batalha
espiritual que se travava naqueles dias e se trava nos nossos dias, deixando
claro que se travará até o final dos tempos da Igreja neste mundo.
É triste afirmar isto, mas os ensinamentos que buscam
dificultar o engajamento do povo de Deus na batalha da Intercessão não vem de
Deus e sim, das potestades de que Paulo fala no verso 12:
Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim,
contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas
deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.
São estes os verdadeiros interessados em diminuir o
Exército de Intercessores, colocando dificuldades que não existem, na tentativa
de manter o povo apenas nas orações e súplicas primárias, sem crescimento e
comunhão.
Se alguém ainda está na dúvida sobre o chamado
universal para a intercessão, leia o texto de Paulo à Timóteo:
Admoesto-te, pois, antes de tudo, que se façam deprecações,
orações, intercessões, e ações de graças, por todos os homens;
Pelos reis, e por todos os que estão em eminência, para que
tenhamos uma vida quieta e sossegada, em toda a piedade e honestidade;
Porque isto é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador, que
quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade.
Não responder ao apelo do Apóstolo é um ato de
negligência que traz prejuízos ao que se recusa a atender e também ao restante
do povo que carece grandemente destas intercessões.
Por isto afirmo sem medo de errar:
O PAI PROCURA PELOS
VERDADEIROS INTERCESSORES,
QUE INTERCEDEM EM
ESPÍRITO E VERDADE.
Ó Brasil, eu coloquei vigias sobre os seus
muros.
Eles vão orar a Deus sem parar, pedindo que
Ele cumpra suas promessas.
Vocês, vigias, orem sem parar, não se
entreguem ao repouso,
não lhe deem descanso até Ele firmar o
Brasil
e torná-lo famoso e respeitado por toda a
terra.
Isaías 62:6-7
Marcelo Tristão de Souza
Guamaré/RN
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