A fé que cresce
Porque pela graça sois salvos, por meio da fé;
e isto não vem de vós, é dom de Deus.
Efésios 2:8
Efésios 2:8
Existem
diversas maneiras de se explicar teologicamente o significado do termo fé, mas
como não sou teólogo, prefiro desenvolver meu próprio entendimento através da
percepção que tenho atualmente.
Baseado
no texto acima, vejo que a fé é o grande diferencial entre a Lei e a Graça,
pois tanto seguir a Lei como crer na Graça só são possíveis com a ajuda de Deus,
mas a fé exige uma resposta do homem mais sólida do que obedecer aos preceitos
da Lei.
Sei
que parece estranho afirmar isto, mas se olharmos com atenção para a trajetória
da Igreja e compararmos com o Israel do Velho Testamento, veremos que a Graça é
mais exigente do que a Lei, pois a Lei tem mais a ver com a razão e a fé é
totalmente subjetiva.
A afirmação
de Paulo sobre a fé citada acima, nos diz que a obediência à Lei deveria vir da
pessoa, ou seja, era uma escolha própria que exigiria muita disciplina, mas
mesmo assim, dependia quase que totalmente do homem.
Muitas
vezes, as pessoas imaginam que a Lei seja a legislação do Reio de Deus, mas não
é bem isto que a Palavra ensina.
Mesmo sendo pouquíssimo citada
no Velho Testamento, creio que a obediência à Lei dependia também da fé e isto
está presente em todo o Salmo 119, pois o salmista deixa claro que precisava da
ajuda de Deus para conseguir até mesmo entender os preceitos da Lei:
Quem
dera que os meus caminhos fossem dirigidos a observar os teus mandamentos.
Bendito
és tu, ó Senhor; ensina-me os teus estatutos.
Seja
reto o meu coração nos teus estatutos, para que não seja confundido.
Viva
a minha alma, e louvar-te-á; ajudem-me os teus juízos.
Desgarrei-me
como a ovelha perdida; busca o teu servo, pois não me esqueci dos teus mandamentos.
Mas
também é maravilhoso lembrar que a justificação foi anunciada antes da Lei,
através da fé de Abrão:
E creu ele no Senhor, e imputou-lhe isto por justiça.
Genesis 15:6
Desta
forma, podemos afirmar que o Reino de Deus não se baseia na obediência a
decretos e preceitos e sim na fé, pois a primeira figura clara sobre o Reino
que encontramos é a peregrinação de Abrão e a promessa de uma terra exclusiva
para um povo escolhido.
No mundo
natural, o descendente Israel nunca conseguiu firmar totalmente este Reino,
pois sempre houve a separação provocada pelo pecado, mas no mundo espiritual, o
Reino foi apresentado figurativamente através de Abrão e concretizado em Cristo
e a Igreja, que são a verdadeira descendência de Abraão, pois pela fé, a Igreja
cumpriu o propósito de ser um povo separado para Deus.
Veremos
em muitos dos ensinos de Jesus através de comparações também conhecidas como
parábolas, que o Senhor apresenta o Reino de Deus em prefeita harmonia com a
fé:
a)
Grão de Mostarda:
O Senhor compara a fé com o
grão de mostarda e também compara o Reino de Deus com este mesmo grão, demonstrando
que a dependência de Deus trás o crescimento em ambos os casos:
Outra
parábola lhes propôs, dizendo: O reino dos céus é semelhante ao grão de
mostarda que o homem, pegando nele, semeou no seu campo;
O
qual é, realmente, a menor de todas as sementes; mas, crescendo, é a maior das
plantas, e faz-se uma árvore, de sorte que vêm as aves do céu, e se aninham nos
seus ramos.
Os
apóstolos disseram ao Senhor: "Aumenta a nossa fé! "
Ele
respondeu: "Se vocês tiverem fé do tamanho de uma semente de mostarda,
poderão dizer a esta amoreira: ‘Arranque-se e plante-se no mar’, e ela lhes
obedecerá.
Aqui temos o grande ensino
sobre a fé, pois as duas afirmações estão interligadas, formando um só contexto.
Na afirmação
sobre o Reino, vemos que o grão de mostarda é pequeno, mas se for devidamente
semeado, crescerá e se tornará numa árvore capaz de gerar abrigo.
A afirmação
sobre a fé foi dada em resposta ao pedido dos Apóstolos para que houvesse
aumento em sua fé.
Nos
dois textos, foi necessária a posse do grão de mostarda e a semeadura, pois
dizer à amoreira equivale à atitude de semear.
Em resumo, tanto o Reino de Deus quanto a fé
tem início em nossas vidas, através da intervenção de Deus, e crescem à medida
que semeamos.
Semear
é uma atitude especial, pois o grão só produzirá se for semeado da maneira
correta. A maneira errada equivale a enterrar o grão, conforme vemos na
parábola dos talentos:
b) A parabola dos talentos-
"E
também será como um homem que, ao sair de viagem, chamou seus servos e
confiou-lhes os seus bens.
A
um deu cinco talentos, a outro dois, e a outro um; a cada um de acordo com a
sua capacidade. Em seguida partiu de viagem.
O
que havia recebido cinco talentos saiu imediatamente, aplicou-os, e ganhou mais
cinco.
Também
o que tinha dois talentos ganhou mais dois.
Mas
o que tinha recebido um talento saiu, cavou um buraco no chão e escondeu o
dinheiro do seu senhor.
"Depois
de muito tempo o senhor daqueles servos voltou e acertou contas com eles.
O
que tinha recebido cinco talentos trouxe os outros cinco e disse: ‘O senhor me
confiou cinco talentos; veja, eu ganhei mais cinco’.
"O
senhor respondeu: ‘Muito bem, servo bom e fiel! Você foi fiel no pouco; eu o
porei sobre o muito. Venha e participe da alegria do seu senhor! ’
"Veio
também o que tinha recebido dois talentos e disse: ‘O senhor me confiou dois
talentos; veja, eu ganhei mais dois’.
"O
senhor respondeu: ‘Muito bem, servo bom e fiel! Você foi fiel no pouco; eu o
porei sobre o muito. Venha e participe da alegria do seu senhor! ’
"Por
fim veio o que tinha recebido um talento e disse: ‘Eu sabia que o senhor é um
homem severo, que colhe onde não plantou e junta onde não semeou.
Por
isso, tive medo, saí e escondi o seu talento no chão. Veja, aqui está o que lhe
pertence’.
"O
senhor respondeu: ‘Servo mau e negligente! Você sabia que eu colho onde não
plantei e junto onde não semeei?
Então
você devia ter confiado o meu dinheiro aos banqueiros, para que, quando eu
voltasse, o recebesse de volta com juros.
"
‘Tirem o talento dele e entreguem-no ao que tem dez.
O tom
desta parábola é um pouco áspero, mas se olharmos para a atitude de cada servo,
veremos que os dois primeiros semearam e o terceiro enterrou. Isto nos fala
sobre a atitude de fé. Dois tiveram a fé de que teriam o que receberam e mais
outra parte para dar ao patrão mas o último teve medo e enterrou o que
recebera.
Sabemos
que a fé e o medo são antagônicos e este foi o erro do que recebeu somente um
talento.
O diferencial
entre a Lei e a Graça é assim também. A Graça é proveniente da fé e a Lei tem
muito a ver com o medo. Deus esperava que Israel obedecesse a Lei por amor, mas
eles não foram capazes de ver o amor através da Lei e deram lugar à obediência por
medo, o que transformou a Lei em simples ritualismo, desprovido de significado
e vida.
Deveriam
obedecer a Lei por amar ao Deus que os livrou do Egito, mas a qualquer sinal de
provações se viravam para a idolatria e negavam ao único Deus verdadeiro.
Vemos
que o princípio da Lei sempre foi amar a Deus, mas eles não entenderam:
E
Deus falou todas estas palavras:
"Eu
sou o Senhor, o teu Deus, que te tirou do Egito, da terra da escravidão.
"Não
terás outros deuses além de mim.
"Não
farás para ti nenhum ídolo, nenhuma imagem de qualquer coisa no céu, na terra,
ou nas águas debaixo da terra.
Não
te prostrarás diante deles nem lhes prestarás culto, porque eu, o Senhor teu
Deus, sou Deus zeloso, que castigo os filhos pelos pecados de seus pais até a
terceira e quarta geração daqueles que me desprezam, mas trato com bondade até
mil gerações aos que me amam e guardam os meus mandamentos.
O Livro
de Hebreus traça um paralelo entre a Lei e a Graça e confirma o contraste entre
o amor e o medo:
Vocês
não chegaram ao monte que se podia tocar, e que estava chamas, nem às trevas, à
escuridão e à tempestade, ao soar da trombeta e ao som de palavras tais, que os
ouvintes rogaram que nada mais lhes fosse dito; pois não podiam suportar o que
lhes estava sendo ordenado: "Até um animal, se tocar no monte, deve ser
apedrejado".
O
espetáculo era tão terrível que até Moisés disse: "Estou apavorado e
trêmulo! "
Mas
vocês chegaram ao monte Sião, à Jerusalém celestial, à cidade do Deus vivo.
Chegaram aos milhares de milhares de anjos em alegre reunião, à igreja
dos primogênitos, cujos nomes estão escritos nos céus. Vocês chegaram a Deus,
juiz de todos os homens, aos espíritos dos justos aperfeiçoados, a Jesus,
mediador de uma nova aliança, e ao sangue aspergido, que fala melhor do que o
sangue de Abel.
Que
maravilhoso contraste entre a Lei e a Graça, o monte fumegante e a Jerusalém
Celestial, Moisés e Jesus.
Mesmo
se Israel pudesse ser capaz de obedecer a Lei, vemos que a justificação ainda
não estaria completa, pois somente a fé pode tornar o homem justo. A função da Lei não era justificar e sim,
revelar o pecado:
Que
diremos então? A lei é pecado? De maneira nenhuma! De fato, eu não saberia o
que é pecado, a não ser por meio da lei. Pois, na realidade, eu não saberia o
que é cobiça, se a lei não dissesse: "Não cobiçarás".
Na sequência,
Paulo agradece pela libertação:
Portanto,
agora já não há condenação para os que estão em Cristo Jesus, porque por meio
de Cristo Jesus a lei do Espírito de vida me libertou da lei do pecado e da
morte.
Porque,
aquilo que a lei fora incapaz de fazer por estar enfraquecida pela carne, Deus
o fez, enviando seu próprio Filho, à semelhança do homem pecador, como oferta
pelo pecado. E assim condenou o pecado na carne, a fim de que as justas
exigências da lei fossem plenamente satisfeitas em nós, que não vivemos segundo
a carne, mas segundo o Espírito.
Jesus
foi enviado exatamente para este fim. Libertar o homem do pecado e justifica-lo
perante Deus, por meio da fé.
"Portanto,
meus irmãos, quero que saibam que mediante Jesus lhes é proclamado o perdão dos
pecados.
Por
meio dele, todo aquele que crê é justificado de todas as coisas das quais não
podiam ser justificados pela lei de Moisés.
Não
me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo
aquele que crê: primeiro do judeu, depois do grego.
Porque
no evangelho é revelada a justiça de Deus, uma justiça que do princípio ao fim
é pela fé, como está escrito: "O justo viverá pela fé".
A afirmação
de Paulo sobre a vida pela fé é uma citação do livro do profeta Habacuque, onde
encontramos outra referência à justificação pela fé como salvação no Velho
Testamento. Este texto completa a promessa de Deus a Abraão e traça o caminho
da justificação.
Eis
que a sua alma está orgulhosa, não é reta nele; mas o justo pela sua fé viverá.
O
principal capítulo sobre a fé, nos trás grandes revelações:
Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova
das coisas que se não vêem.
Ora,
sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima
de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam.
Nós
não podemos ver a salvação com os olhos naturais, mas cremos em Deus e o
buscamos através do caminho que Ele nos deu, que é o Senhor Jesus. Isto é viver
pela fé e mais do que isto, esta é a obra da fé em nossos corações, levando à
santificação.
Em todo
Novo Testamento vemos a constante preocupação em antagonizar a fé e as obras,
mesmo quando se diz que as obras devem ser fruto da fé, pois se o homem
procurar justificar-se perante Deus, será rejeitado, mas em Cristo, Deus nos
aceita pela obra que Ele realizou.
Que
diremos, então? Os gentios, que não buscavam justiça, a obtiveram, uma justiça
que vem da fé; mas Israel, que buscava uma lei que trouxesse justiça, não a
alcançou.
Por
que não? Porque não a buscava pela fé, mas como se fosse por obras. Eles
tropeçaram na "pedra de tropeço".
Como
está escrito: "Eis que ponho em Sião uma pedra de tropeço e uma rocha que
faz cair; e aquele que nela confia jamais será envergonhado".
Porque
a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens.
Ela
nos ensina a renunciar à impiedade e às paixões mundanas e a viver de maneira
sensata, justa e piedosa nesta era presente, enquanto aguardamos a bendita
esperança: a gloriosa manifestação de nosso grande Deus e Salvador, Jesus
Cristo.
Ele
se entregou por nós a fim de nos remir de toda a maldade e purificar para si
mesmo um povo particularmente seu, dedicado à prática de boas obras.
"Vocês
são a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade construída sobre um monte.
E,
também, ninguém acende uma candeia e a coloca debaixo de uma vasilha. Pelo
contrário, coloca-a no lugar apropriado, e assim ilumina a todos os que estão
na casa.
Assim
brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e
glorifiquem ao Pai de vocês, que está nos céus".
O que
podemos entender deste contraste entre fé e obras é que devemos praticar boas
obras não para que sejamos salvos e sim, por sermos salvos. As obras não geram
salvação, mas são geradas por ela.
Porque pela graça sois salvos, por meio da fé;
e isto não vem de vós, é dom de Deus.
Efésios 2:8
Efésios 2:8
Como intercessores, devemos
clamar a Deus para que haja crescimento sadio na vida de nossos irmãos, à
medida que o Senhor os ensine a semear a fé que o Pai lhes deu.
Pelos
que ainda não alcançaram a Graça, clamamos para que o Espírito Santo lhes toque
conforme o Senhor nos mostrou e lhes convença do pecado.
Mas eu lhes afirmo que é para o bem de vocês que eu vou. Se eu não for, o Conselheiro não virá para vocês; mas se eu for, eu o enviarei.
Quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo.
Do pecado, porque os homens não crêem em mim;
da justiça, porque vou para o Pai, e vocês não me verão mais;
e do juízo, porque o príncipe deste mundo já está condenado.
João 16:7-11
Pois
pela graça que me foi dada digo a todos vocês: ninguém tenha de si mesmo um
conceito mais elevado do que deve ter; mas, pelo contrário, tenha um conceito
equilibrado, de acordo com a medida da fé que Deus lhe concedeu.
E
ele designou alguns para apóstolos, outros para profetas, outros para
evangelistas, e outros para pastores e mestres, com o fim de preparar os santos
para a obra do ministério, para que o corpo de Cristo seja edificado, até que
todos alcancemos a unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, e
cheguemos à maturidade, atingindo a medida da plenitude de Cristo.
Efésios
4:11-13
Nem sempre é fácil manter a fé perante situações difíceis, mas o exercício de buscar a presença de Jesus e ter comunhão com Ele e Sua Palavra gera mais fé e nos ensina a amar e confiar nEle.
O segredo para ter mais fé é ter pelo menos um pouquinho e entregar nas mãos do Senhor. Ele é quem multiplica.
Nem sempre é fácil manter a fé perante situações difíceis, mas o exercício de buscar a presença de Jesus e ter comunhão com Ele e Sua Palavra gera mais fé e nos ensina a amar e confiar nEle.
O segredo para ter mais fé é ter pelo menos um pouquinho e entregar nas mãos do Senhor. Ele é quem multiplica.
Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem.
Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam.
Jesus respondeu: "A obra de Deus é esta:
crer naquele que ele enviou".
João 6:29
João 6:29
Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele
se chegam a Deus,
vivendo sempre para interceder por eles.
Jesus é o intercessor perfeito e nós somos
privilegiados
por poder participar com Ele.
Marcelo Tristão de
Souza
Guamaré/RN
Compartilhando O amor de
Deus
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