Dêem fruto que mostre o arrependimento!
Quando sitiarem uma cidade por um
longo período, lutando contra ela para conquistá-la, não destruam as árvores
dessa cidade a golpes de machado, pois vocês poderão comer as suas frutas. Não
as derrubem. Por acaso as árvores são gente, para que vocês as sitiem? Entretanto,
poderão derrubar as árvores que vocês sabem que não são frutíferas, para
utilizá-las em obras que ajudem o cerco, até que caia a cidade que está em
guerra contra vocês.
Deuteronômio 20:19,20
Deuteronômio 20:19,20
Chegamos ao último ponto da Lei
sobre as guerras e nos fala sobre árvores que dão ou não dão frutos:
O machado já está posto à raiz das árvores, e
toda árvore que não der bom fruto será cortada e lançada ao fogo.
Quando
penso em sitiar uma cidade por longo período, me lembro do trabalho de João Batista,
preparando o caminho para a chegada do Messias. Certamente este foi o cerco
mais importante da história, pois foi o elo entre a Antiga e a Nova Alianças,
quando Deus começou a derrubar o sistema religioso corrompido e dar início ao
novo sistema que seria perfeito e eterno.
Este
cerco teve início com as promessas mais objetivas que Deus apresentou através
de Isaías, 700 anos antes dos fatos relatados nos evangelhos e começou
efetivamente com o nascimento de João Batista.
Digo
que começou, pois as potestades presenciaram os atos milagrosos relativos aos
nascimentos tanto de João Batista quanto de seu primo Jesus.
A partir
da promessa que o anjo Gabriel veio trazer ao sacerdote Zacarias, pai de João,
as trevas e a luz deram início à batalha. Este sacerdote estava há muito tempo orando
por um filho, mas quando recebeu a resposta de suas orações, seu coração foi
dominado pela armadilha do medo.
O cerco
estava instalado e as trevas já davam início aos seus atos perversos, laçando o
coração de Zacarias, mas a promessa vinha diretamente de Deus e não seria
revogada por uma seta maligna.
Zacarias
e sua esposa enfrentaram dificuldades por sua pequena fé, mas o menino nasceu e
cresceu dentro dos plano de Deus e o cerco foi se fechando contra Israel e seu
sistema religioso falido.
O primeiro
golpe que o Senhor deu contra a religiosidade foi o batismo de arrependimento,
para remissão dos pecados. Até aqueles dias, os sacerdotes se lavavam para
santificação e então, realizavam as cerimonias para arrependimento do povo. Agora,
o próprio povo estava se arrependendo pela pregação de um profeta aparentemente
desqualificado e se lavando nas águas do Rio Jordão. Certamente que não foi por
coincidência que a lepra de um general gentio foi lavada e curada neste mesmo
rio, na época dos Reis.
As potestades
que prendiam Israel certamente eram incontáveis, mas isto não era motivo de
medo para João Batista. Mesmo pertencendo à linhagem sacerdotal, João preferiu
cumprir seu ofício totalmente fora dos padrões religiosos e, mesmo assim ou
quem sabe exatamente por isto, atraia multidões com seus ensinamentos duros e
inovadores:
João dizia às multidões que saíam para serem
batizadas por ele: "Raça de víboras! Quem lhes deu a idéia de fugir da ira
que se aproxima?
Dêem frutos que mostrem o arrependimento. E não
comecem a dizer a si mesmos: ‘Abraão é nosso pai’. Pois eu lhes digo que destas
pedras Deus pode fazer surgir filhos a Abraão.
O machado já está posto à raiz das árvores, e
toda árvore que não der bom fruto será cortada e lançada ao fogo".
"O que devemos fazer então? ",
perguntavam as multidões.
João respondia: "Quem tem duas túnicas
reparta-as com quem não tem nenhuma; e quem tem comida faça o mesmo".
Isto
era totalmente fora dos padrões religiosos e estava causando grande alvoroço,
dando início prático à queda do sistema falido.
Mais
ou menos trinta anos antes, poucos meses de diferença do nascimento de João
Batista, o nascimento de outro menino trazia grande confusão ao império das
trevas. Um anjo do Senhor aparecera a um grupo de pastores e anunciara a
chegada do Salvador:
Havia pastores que estavam nos campos próximos
e durante a noite tomavam conta dos seus rebanhos. E aconteceu que um anjo do
Senhor apareceu-lhes e a glória do Senhor resplandeceu ao redor deles; e
ficaram aterrorizados. Mas o anjo lhes disse: "Não tenham medo. Estou lhes
trazendo boas novas de grande alegria, que são para todo o povo: Hoje, na
cidade de Davi, lhes nasceu o Salvador que é Cristo, o Senhor. Isto lhes
servirá de sinal: encontrarão o bebê envolto em panos e deitado numa
manjedoura".
De repente, uma grande multidão do exército
celestial apareceu com o anjo, louvando a Deus e dizendo: "Glória a Deus
nas alturas, e paz na terra aos homens aos quais ele concede o seu favor".
Quando os anjos os deixaram e foram para o céu,
os pastores disseram uns aos outros: "Vamos a Belém, e vejamos isso que
aconteceu, e que o Senhor nos deu a conhecer".
Então correram para lá e encontraram Maria e
José, e o bebê deitado na manjedoura. Depois de o verem, contaram a todos o que
lhes fora dito a respeito daquele menino, e todos os que ouviram o que os pastores
diziam ficaram admirados.
Se todos
ficaram admirados, imagine os seres das trevas, que acompanhavam tudo
aterrorizados. Não tinham muita noção do que estava acontecendo, mas tinham
certeza de que, se Deus estava se manifestando através do anjo Gabriel, algo
grandioso estava por vir.
Deus
havia enviado à terra de Israel uma marreta para destruir as obras do Diabo. Primeiro
através de anjos que anunciaram os dois nascimentos mais importantes da
história da humanidade e alguns anos depois, a marreta foi entregue nas mãos
duras e firmes de João Batista.
Na região
do Jordão, este grande profeta rodava a marreta no ar e desferia duros golpes
contra a religiosidade e a corrupção.
Quando
tudo parecia ir muito mal para o Império, chegava a hora da marreta mudar de
mãos. Enquanto batizava alguns judeus arrependidos, alguém muito especial
estava entre eles sendo batizado:
Quando todo o povo estava sendo batizado,
também Jesus o foi. E, enquanto ele estava orando, o céu se abriu e o Espírito
Santo desceu sobre ele em forma corpórea, como pomba. Então veio do céu uma
voz: "Tu és o meu Filho amado; em ti me agrado".
Fico
imaginando o pânico que se instalou entre as trevas. Todas as tentativas de
evitar este dia haviam falhado e eles teriam de enfrentar o Filho de Deus numa
batalha pessoal.
Jesus
tomou posse da marreta e foi levado pelo Espírito Santo ao deserto, onde
desferiu três golpes que deixaram o Diabo atordoado. Nas mesmas provas que o
primeiro Adão havia falhado, o segundo Adão golpeou o Diabo fortemente e, com
estas três marretadas certeiras, instituiu o Reino de Deus mesmo em meio ao
império das trevas.
A partir
deste dia, foram três longos anos de marretadas poderosas contra todas as potestades
que dominavam Israel e consequentemente toda a humanidade. Mesmo enquanto destruía
as potestades de Israel, o Senhor não perdia oportunidades de dar umas
marretadas nas potestades dos outros povos que estavam por ali. Foi assim com a
mulher sírio-fenícia, onde a potestade do orgulho, mais conhecida como Leviatã,
foi expulsa novamente com três marretadas:
Saindo daquele lugar, Jesus retirou-se para a
região de Tiro e de Sidom.
Uma mulher cananéia, natural dali, veio a ele,
gritando: "Senhor, Filho de Davi, tem misericórdia de mim! Minha filha
está endemoninhada e está sofrendo muito".
Mas Jesus não lhe respondeu palavra. Então seus
discípulos se aproximaram dele e pediram: "Manda-a embora, pois vem
gritando atrás de nós".
Ele respondeu: "Eu fui enviado apenas às
ovelhas perdidas de Israel".
A mulher veio, adorou-o de joelhos e disse:
"Senhor, ajuda-me! "
Ele respondeu: "Não é certo tirar o pão
dos filhos e lançá-lo aos cachorrinhos".
Disse ela, porém: "Sim, Senhor, mas até os
cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos seus donos".
Jesus respondeu: "Mulher, grande é a sua
fé! Seja conforme você deseja". E naquele mesmo instante a sua filha foi
curada.
A primeira marretada contra o orgulho foi quando o
Senhor ignorou o apelo daquela mulher. A segunda, foi quando o Metre ignorou o
pedido dos discípulos, discriminando aquela gentia. Logo em seguida, veio a terceira
e mais dura pancada, quando a fé sobrepujou totalmente ao orgulho e, mesmo
ouvindo a ofensa que os judeus usavam como maior humilhação possível contra um
descendente de Cã, ela aceitou a ofensa e continuou se humilhando. A potestade
do orgulho foi expulsa e a cura foi liberada.
Se ficaram dúvidas sobre a potestade do orgulho, leia
o capítulo 41 do livro de Jó. Estes dois versículos resumem a situação, mas
fica mais claro com a leitura completa:
"Você consegue pescar com anzol o leviatã
ou prender sua língua com uma corda?
Com desdém olha todos os altivos; reina
soberano sobre todos os orgulhosos".
Em outra ocasião, o ataque
da marreta foi contra a potestade da região de Samaria, mais conhecida como
Baal. O texto sobre esta batalha está no evangelho de João, Capítulo 4, versos
1 até 42. O povo desta região vivia na idolatria e feitiçaria, sendo odiado e
totalmente isolado pelos Judeus. Jesus iniciou quebrando regras, desde falar
com uma mulher até dar atenção a um samaritano. O diálogo envolveu a quebra da
própria religiosidade judaica, revelando que a verdadeira adoração vinha do
coração e não da religiosidade, do Templo ou dos padrões sacerdotais. Além destes
golpes, a marreta fez mais estragos, revelando a situação da vida errônea que
aquela mulher levava e fazendo com que as barreiras caíssem e a revelação da
Glória do Senhor invadisse seu coração.
Após quebrar a força da
potestade, o Senhor pode declarar a Paz naquela região e o Reino de Deus se
estabeleceu ali, entre os samaritanos.
A leitura dos evangelhos nos
trazem uma grande quantidade de milagres, maravilhas, curas, libertações, etc,
sempre estrategicamente inspiradas pelo Espírito Santo para que possamos seguir
o caminho da queda das potestades até chegar à morte e ressurreição.
Na cruz, foi consumado o
sacrifício perfeito, destruindo o pecado e trazendo a salvação. Na ressurreição,
a morte foi vencida, garantindo a vida eterna mediante a fé.
Quando, porém, o que é corruptível se revestir
de incorruptibilidade, e o que é mortal, de imortalidade, então se cumprirá a
palavra que está escrita: "A morte foi destruída pela vitória".
"Onde está, ó morte, a sua vitória? Onde
está, ó morte, o seu aguilhão? "
Sitiar Israel durou um longo
período, mas foram encontradas muitas árvores que davam frutos, pois foram
estes que espalharam o evangelho por todo o mundo, pois ao terminar o trabalho
com a marreta, o Senhor a enviou para Sua Igreja juntamente com o Espírito
Santo.
Desde o primeiro dia de Pentecostes
após a ressurreição do Cristo, a Igreja peregrina pelo mundo brandindo a
marreta contra toda a obra do Diabo.
Após
a consumação da obra de Cristo, a Igreja assumiu a obra de sitiar o mundo e esta
figura dos frutos passou a ter um significado muito superior:
“Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o
agricultor.
Todo ramo que, estando em mim, não dá fruto,
ele corta; e todo que dá fruto ele poda, para que dê mais fruto ainda.
Vocês já estão limpos, pela palavra que lhes
tenho falado.
Permaneçam em mim, e eu permanecerei em vocês.
Nenhum ramo pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira. Vocês
também não podem dar fruto, se não permanecerem em mim.
“Eu sou a videira; vocês são os ramos. Se
alguém permanecer em mim e eu nele, esse dá muito fruto; pois sem mim vocês não
podem fazer coisa alguma.
Se alguém não permanecer em mim, será como o
ramo que é jogado fora e seca. Tais ramos são apanhados, lançados ao fogo e
queimados.
João 15:1-6
Porventura a minha palavra não é como o fogo, diz o Senhor, e como uma marreta que esmiúça a pedra?
Intercessão de hoje:
Que o Senhor nos ensine e direcione para distribuir golpes de marreta
contra toda a obra do Diabo e destronar as potestades, expandindo o Reino de
Deus até os confins da terra.
Exército de Deus
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