Logo a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de
Cristo.
Romanos 10:17
Intercedendo pelos “sem esperança”
Responde-me quando clamo, ó
Deus que me fazes justiça! Dá-me alívio da minha angústia; tem misericórdia de
mim e ouve a minha oração.
Salmo 4:1
Quantas
vezes passamos por esta situação. Angústia, injustiça, dor, solidão,
impotência. A oração se transforma primeiro em clamor, depois em pranto e
finalmente, gemidos. Creio que foi mais ou menos esta a sequencia na vida de
Ana, quando clamava a Deus por um filho.
Enquanto ela continuava a orar
diante do SENHOR, Eli observava sua boca.
Como Ana orava
silenciosamente, seus lábios se mexiam mas não se ouvia sua voz. Então Eli
pensou que ela estivesse embriagada e lhe disse: “Até quando você continuará
embriagada? Abandone o vinho!”
Ana respondeu: “Não se trata
disso, meu senhor. Sou uma mulher muito angustiada. Não bebi vinho nem bebida
fermentada; eu estava derramando minha alma diante do SENHOR.
Não julgues tua serva uma
mulher vadia; estou orando aqui até agora por causa de minha grande angústia e
tristeza”.
1Samuel 1:12-16
A
maioria de nós já passou por uma situação assim. Talvez não igual à Ana, mas
alguma situação que nos trouxe os mesmos sentimentos e levou ao mesmo tipo de
oração, chegando a se perguntar se não seria um vaso sendo quebrado não pela
mão de Deus, mas pelas mãos do próprio Diabo. Como diz o velho dito popular,
“comendo o pão que o Diabo amassou”.
Infelizmente,
as dificuldades e sofrimentos fazem parte da vida de qualquer pessoa, e o que
faz a diferença é a maneira como encaramos estes momentos. Em primeiro lugar, a
diferença está exatamente na visão. Vemos o diabo amassando o pão ou vemos o
Senhor nos moldando?
Quem
fez a oração citada acima, no Salmo 4
foi simplesmente o próprio rei Davi. O momento não era nada bom para este homem
tão amado por Deus. Quando lemos a história de Davi e os Salmos que ele escreveu,
vemos um ser humano em toda a sua totalidade. Coragem, força, quebrantamento,
dor, angústia, fé, paciência, esperança, perseverança ...
Nos
Salmos vemos diversos momentos em que a dor parecia dominar totalmente a vida
de Davi, mas sempre que há declarações de profunda dor e angústia, logo em
seguida há declarações de confiança e esperança em Deus.
É
exatamente esta a diferença de visão entre a pessoa que busca a Deus e os que
estão cegos pelas coisas que há no mundo.
No
livro de Samuel, também temos um belo Salmo de Davi que ilustra perfeitamente o
que estou afirmando:
Davi cantou ao SENHOR este
cântico, quando ele o livrou das mãos de todos os seus inimigos e das mãos de
Saul, dizendo: “O SENHOR é a minha rocha, a minha fortaleza e o meu libertador;
o meu Deus é a minha rocha, em que me refugio; o meu escudo e o meu poderoso salvador. Ele é a minha torre alta, o meu
abrigo seguro. Tu, Senhor, és o meu salvador, e me salvas dos violentos.
Clamo ao SENHOR, que é digno de
louvor, e sou salvo dos meus inimigos.
“As ondas da morte me
cercaram; as torrentes da destruição me aterrorizaram.
As cordas da sepultura me
envolveram, as armadilhas da morte me confrontaram.
Na minha angústia, clamei ao
SENHOR; clamei ao meu Deus. Do seu templo ele ouviu a minha voz; o meu grito de
socorro chegou aos seus ouvidos.
2Samuel 22:1-7
E
nós, como enfrentamos os nossos momentos de dificuldades?
Confiamos
em Deus ou nos homens? Confiamos em Deus ou na nossa própria força?
A
motivação de intercessão que o Senhor tem colocado em meu coração é esta:
Espero no Senhor com todo o
meu ser, e na sua palavra ponho a minha esperança.
Salmo 130:5
Há
muitos motivos para interceder, mas creio que este é extremamente urgente.
Convido
o amado leitor a entrar nesta batalha que não será simples, mas temos sempre a
certeza de que o Senhor estará conosco.
Olhe
com atenção especial para os que estão à sua volta. Não com olhos naturais, mas
peça a Deus que te mostre o que Ele quer que você veja. Peça a Deus para sentir
o que Ele sente por estas pessoas que estão no teu “círculo social”.
Parece
loucura, mas te digo com toda a certeza, que o Senhor procura por pessoas que
estejam dispostas a fazer exatamente isto.
Deixem
de lado por algum tempo, as orações que estão acostumados a fazer. Não estou
dizendo que a maneira de orarem esteja errada. O que digo é que há urgência em
entrar num nível diferente de oração.
É
hora de não apenas citar em oração os problemas que vemos diariamente, mas nos
colocarmos entre Deus e as pessoas que estamos vendo sofrer. É hora de clamar como se o sofrimento destas pessoas fosse o nosso.
Neste
momento, alguns podem pensar que esta função é de Jesus ou do Espírito Santo,
pois isto é o que é ensinado pela maioria das Igrejas, mas infelizmente, este
ensino é incompleto.
Veja
estas declarações e medite na aplicação prática para nossas vidas:
Nesse dia, vocês pedirão em meu nome. Não digo que pedirei ao Pai
em favor de vocês, pois o próprio Pai os ama, porquanto vocês me amaram e
creram que eu vim de Deus.
João 16:26
Mas o Conselheiro, o Espírito
Santo, que o Pai enviará em
meu nome, lhes ensinará todas as coisas e lhes fará lembrar
tudo o que eu lhes disse.
João 14:26
Da mesma forma o Espírito nos
ajuda em nossa fraqueza, pois não sabemos como orar, mas o próprio Espírito
intercede por nós com gemidos inexprimíveis.
E aquele que sonda os corações
conhece a intenção do Espírito, porque o Espírito intercede pelos santos de acordo
com a vontade de Deus.
Romanos 8:26-27
O que vejo nestas
declarações é:
Temos uma grande responsabilidade.
O
ministério do Senhor foi profundamente marcado pela oração intercessora, mas
não foi este aspecto de intercessão o propósito da vinda do Senhor.
Interceder
foi o próprio ministério de Jesus, pois interceder é mediar e foi exatamente
isto que Ele fez. Se colocou entre Deus e os homens, pagando pela dívida que
nunca poderíamos pagar e nos dando a total libertação e acesso ao Pai.
O
ato de mediação realizado por Jesus é um tipo de intercessão que não compete a
nós, mas temos nossa tarefa de intercessão que nos é dirigida pelo próprio
Senhor.
Quando
Jesus diz que devemos pedir ao Pai em Seu nome, está nos dando autoridade para
nos dirigirmos diretamente ao próprio Deus, acompanhados pelo nosso Sumo
Sacerdote, que está lá no lugar santíssimo exatamente para garantir nossa
entrada e mediar a audiência da mesma maneira que faz um advogado.
A
mediação de Jesus trouxe a Salvação e a volta do diálogo entre o homem e Deus,
que estava rompido desde o Éden. Há muitas referencias à salvação no VT, mas
gosto muito da declaração de Eliú para Jó:
Sua alma aproxima-se da cova,
e sua vida, dos mensageiros da morte.
Havendo, porém, um anjo ao seu
lado, como mediador dentre mil,
que diga ao homem o que é certo a seu respeito, para ser-lhe favorável e dizer:
‘Poupa-o de descer à cova; encontrei resgate para ele’, então sua carne se
renova voltando a ser como de criança; ele se rejuvenesce. Ele ora a Deus e
recebe o seu favor; vê o rosto de Deus e dá gritos de alegria, e Deus lhe
restitui a condição de justo.
Depois ele vem aos homens e
diz: Pequei e torci o que era certo, mas ele não me deu o que eu merecia. Ele
resgatou a minha alma, impedindo-a de descer à cova, e viverei para desfrutar a
luz. Deus faz dessas coisas ao homem,
duas ou três vezes, para recuperar sua alma da cova, a fim de que refulja sobre
ele a luz da vida.
Jó 33:22-30
Se
devemos pedir sempre em nome de Jesus, então podemos nos colocar “dentre mil”,
como diz Eliú. Estamos inseridos neste contexto na expressão “anjo” que, neste
contexto, é exatamente alguém enviado e creio que somos todos enviados por
Jesus para representá-lo e fazer as coisas em Seu nome.
O
texto é uma profecia sobre Jesus como o anjo mediador, mas devemos levar a
sério as declarações de que somos o corpo de Cristo, fazendo Sua obra neste
mundo, sendo Ele próprio a cabeça que guia este corpo, e o Espírito Santo é
quem vivifica.
Jesus
está junto do Pai, como nosso Suma Sacerdote e o Espírito Santo está dentro de
nós, garantindo em nosso espírito, alma e corpo, que Jesus é o nosso Senhor.
Da mesma forma o Espírito nos
ajuda em nossa fraqueza, pois não sabemos como orar, mas o próprio Espírito
intercede por nós com gemidos inexprimíveis.
E aquele que sonda os corações
conhece a intenção do Espírito, porque o Espírito intercede pelos santos de acordo
com a vontade de Deus.
Romanos 8:26-27
É
hora de olhar para estas declarações e assumirmos a posição que o Senhor espera
de nós. O Espírito Santo está em nós para no ajudar nesta tarefa. É Ele quem
nos direciona em todas as coisas. É ele quem conhece as necessidades dos que
estão à nossa volta. É Ele quem quer nos revelar os propósitos para a oração
intercessora e é Ele, o próprio Espírito Santo, quem anseia orar em
intercessão, juntamente conosco.
Chega
de orações centradas em nossos próprios problemas e sentimentos egoístas.
Deixe o Espírito Santo te guiar e
orar contigo.
Temos esta esperança como
âncora da alma, firme e segura, a qual adentra o santuário interior, por trás
do véu, onde Jesus, que nos precedeu, entrou em nosso lugar, tornando-se sumo
sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque.
Hebreus 6:19-20
Por isso, eu lhes afirmo que
ninguém que fala pelo Espírito de Deus diz: “Jesus seja amaldiçoado”; e ninguém
pode dizer: “Jesus é Senhor”, a não ser pelo Espírito Santo.
1Coríntios 12:3
O que vejo nestas
declarações é:
Temos uma grande responsabilidade.
Vamos nos unir e Interceder por amor aos que estão
sofrendo e colocando as esperanças em coisas inúteis.
Marcelo Tristão de Souza
Ministério Apostólico Koinonia
Guamaré/RN
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